Antes mesmo da mídia focar para o problema nesse carnaval, eu já tinha decidido que o o próximo post seria sobre o “mijódromo” que o Brasil se tornou. Mas, a coisa vai tomar um rumo diferente da pretendida anteriormente. Comecemos os trabalhos!
Amigos, meus queridos amigos que fazem as vidas de nós, mulheres, essa incrível brincadeira de “gato e rato” que dá gosto, por mais que digam o contrário: parem, PAREM com isso! Homem, se desapegue da ideia de que ter um órgão sexual mais propenso ao espaço é razão para você aliviar suas pressões urinárias! Motivos não faltam, como todo mundo já sabe, mas creio que é preciso fazer uma simples “análise de caso”, a fim de deixar tudo mais explicado do que manual de instruções com tradução em português. Observe:
Vontade: o líquido precisa sair e você “caça” um muro. ERRADO.
Vontade: o líquido precisa sair e você “caça” um banheiro. CERTO.
Bom, sei que muitos vão dizer que “não dá para controlar” ou algo do tipo, o que não deixa de ser verídico. Mas, não é necessariamente a temática principal quando a vontade de urinar pinta. Esse “sufoco” não acontece sempre, a todo tempo. É possível controlar a situação até que um banheiro seja avistado. Mas, já sei, vai dizer que não é. Que estou falando por alto e preciso lidar com a realidade. Certo? Certo. Vamos por partes, usando exemplos para que você entenda por qual razão é viável guardar seu pinto:
Primeiro exemplo- Quando você está apaixonado e sabe que aquela loira por quem seu coração bate é muito bem casada, mãe de cinco filhos saudáveis e nunca sequer daria um bom dia para sua pessoa na rua, o que você faz? Sai correndo, a agarra pelos pés e declara amor eterno porque não suporta mais sofrer tanto? Não, você se controla e não faz isso.
Segundo exemplo- Seu chefe pede para você montar 453 planilhas iguais, sem o uso do control C+ control V, porque assim você não aprenderá o que é preciso e para o dia seguinte, e exige que tudo fique pronto para o dia seguinte. Qual é a sua reação? Manda o chefe para o quinto dos infernos, fica sem o emprego pelo qual você ganha uma boa remuneração e assim sente-se livre de tal suplício? Não, você se controla e não faz isso.
Terceiro exemplo- Você é um cara que curte tanto a vida, que mal dorme para aproveitar cada segundo, mas vai ao médico e o dito cujo descobre que você não pode colocar um mísero cigarro na boca, mesmo que esse seja um dos maiores prazeres de sua vida. Como seria? Você abriria mão dos seus dias pelos cigarros e terminaria o ciclo num buraco onde você não vai poder dar uma tragada sequer? Não, você se controla e não faz isso.
Exemplos dados, vamos juntar as peças: se você, ser do sexo masculino, consegue se controlar em situações como essas, por qual razão é um verdadeiro calvário controlar o aperto urinário e procurar um banheiro no lugar de um poste? Porque banheiros são pagos? Pague, oras! Mulheres, em sua grande maioria, não abaixam as calças e urinam por aí, já que prezam pela higiene e consideram justo pagar para que necessidades sejam feitas em seu devido lugar.
Porque não há banheiros públicos suficientes? Sim, concordo com esse ponto e até pensando nisso que citei no começo que o post tomaria um rumo um tanto quanto diferente já que, apesar de ter apreciado essa campanha no carnaval contra fazer xixi na rua, achei que ela perdeu força por não haver banheiros públicos compatíveis à quantidade de foliões no carnaval. E, se não há banheiros disponíveis, infelizmente as coisas vão rumar para o tal “mijódromo” mesmo.
Sabemos que a culpa da ausência de banheiros fica a cargo das autoridades, mas também de nós, cidadãos. Por quê? Porque o brasileiro tomou como hábito depredar tudo aquilo que o Governo nos proporciona, seja por vandalismo, tentativa de protesto ou apenas por achar que isso prejudica o próprio Governo. Claro que nenhuma das justificativas fazem sentido, mas o brasileiro também possui uma dificuldade ferrenha para raciocinar, o que faz de um problema de extrema importância, um esquema de “toma lá, dá cá” : a população não cuida do que é seu, enquanto o governo não dá nada para cuidarmos.
Porém, mesmo que a quantidade de banheiros públicos ainda seja um agravante em nossas cidades, isso não justifica tanta porcaria traduzida em necessidade. Não justifica o cara se recusar a gastar moedas que ele deixa a mulher e os filhos catarem e optar pelo concreto que ronda uma escola municipal ou a residência da Dona Maria, que não possui um puto para pintar nem metade do seu muro. Não justifica o camarada sentir-se o verdadeiro varão quando, na verdade, banca um completo imbecil que só pensa no seu próprio pinto, digo, no seu próprio umbigo.
Enfim, por se tornar um costume, sei que homem nenhum vai abolir isso do seu cotidiano de uma hora para outra, mas são extremamente válidos a tentativa, o alerta e o pedido encarecido que esse texto acarreta, ainda mais quando eu fui além de um trocadilho engraçado, mas ofensivo, que compara o homem- peça fundamental para que montemos esse quebra cabeça que é viver-com um cachorro.
Palavra de ordem: CONTROLE.
Nossas delicadas narinas e o país que compartilhamos juntos agradecem.