Nova MTV? Que seja, ela nunca mais será a mesma.

27 Set

Definitivamente, não. Mas deixemos de lado o que virá para lembrar daquilo que vingou, perdurou e se eternizou em mais de 20 anos de MTV Brasil. Volte no tempo comigo, caro amigo. Vamos recordar daqueles sábados em que o Top 20 era religiosamente acompanhado por nossos ávidos olhos e abastecia os nossos ouvidos com todo e qualquer sucesso do momento; Vamos lembrar das inúmeras bandas que conquistaram nossa admiração única e exclusivamente graças a MTV, já que vivíamos num tempo em que You Tube era sonho, sonho vindouro; Vamos celebrar a memória felizmente fresca que nos traz à tona as paixonites pelos ídolos pop e rock assim como pelos VJs – e por estes a gente nutria um sentimento até peculiar: intimidade com alguém que não nos conhecia, porém conhecíamos bem; Vamos voltar para aquele confronto direto com a língua inglesa, espanhola, italiana e francesa. Aquele arranca-rabo cheio de IAAARRRRRNUOOOUUU entre o português e a sua vontade de cantar junto com quem quer que fosse (ou vai falar que seu inglês intermediário você deve ao cursinho de inglês ou só ao “Friends” sem legenda? );

Vamos pensar que a Fernanda Lima apresentava o “Fica Comigo” e era impossível não se imaginar ali, de costas pra um gatinho ou gatinha, ouvindo sua música favorita e correndo para um “happy ending” em rede nacional; Vamos reconhecer que DVD e You Tube não são NA-DA perto da emoção sublime de marcar o dia e horário daquele programa especial da MTV gringa sobre o seu artista favorito – no meu caso, Aerosmith, Backstreet Boys e Pearl Jam – para gravar na primeira fita que tivesse na sua estante (ainda que a dita cuja seja a VHS da formatura do seu irmão no jardim de infância); Vamos falar sobre o quanto era gostoso largar tudo e todos para se ligar no Disk MTV e ficar naquele frisson pra saber qual foi o clipe mais votado no dia; Vamos refletir sobre a inveja (branca, claro) que tínhamos das VJs que eram (quase) todas lindas, gostosas e maravilhosas e usavam as roupas mais descoladas que você nunca achava pra comprar em canto algum; Vamos suspirar pelo tanto de gatos que a MTV pariu e hoje sambam na cara da sociedade – Marcos Mion, André Vasco, Edgar e por aí vai suspiro platônico;

Vamos aplaudir, preferencialmente de pé, os maravilhosos acústicos e demais registros musicais que foram gravados sob o guarda-chuva MTV Brasil e que quebraram uma barreira entre o estúdio de televisão e a loja de CDs. Vamos lembrar do Caê mitando no VMB e mandando a “emêtêvê botar sá porra pá funcionar” (sendo que nem ele funciona lá muito bem, combinemos); Vamos lembrar do PIORES CLIPES DO MUNDO, que dispensa comentários uma vez que tenha criado em nós a cultura do jogo dos sete erros nos clipes e desde então ninguém deixa passar mais um mísero erro de continuidade; Vamos reconhecer que os artistas de hoje nada seriam sem um pouquinho de know how do que foi a MTV aqui no país; Vamos pra puta que pariu com Hermes e Renato e Gil Brother; Vamos louvar o Comédia MTV e a onda que trouxe Adnet, Tatá Werneck, Paulinho Serra, Calabresa, Rabin e Bento Ribeiro pra televisão;

Vamos agradecer pelos clipes e bandas undergrounds no Brasil que conhecemos graças a MTV e sem ela ficaríamos no É o Tchan e Latino; Vamos nos envergonhar pelas horas que ficávamos na frente da televisão para decorar, quase sempre sem sucesso, os passinhos nos clipes dos ídolos pop (quer dizer, se envergonhar coisa nenhuma porque eu tenho um baita orgulho disso e sei todos os passos até hoje, hunf); Vamos nos indignar porque nunca, JAMAIS entenderemos os comerciais macabros e subliminares da emissora e isso é pior do que alguém dizer: “tenho que te contar uma parada depois”;

Então… vamos, gente? Que tal se parássemos de dizer o que deu errado para celebrar o que funcionou? O que vocês me dizem? Não parece uma boa ideia agora que a emissora passará por uma mudança drástica que deixará para trás 80% do que fazia parte da identidade da MTV no Brasil? Vamos usar a tal da nostalgia para agradecer a este canal por tantos anos de aprendizado e cultura. Sim, MUITA cultura. De dentro pra fora e de fora pra dentro, a MTV era um poço de conhecimento que despejava nos jovens das décadas de 80, 90 e dos anos 2000 um bocado de informação com ares de descontração e puro entretenimento. MTV, escola da cultura jovem. Hoje, tenho um diploma invisível de Crítica Musical e de Gestão de Cultura Pop que devo a ela. E mais outros diplomas do mesmo tipo em Rockeragem, Análise de Introduções Musicais e Memorizadora de Artistas e Bandas. Sério: quem não tem, amigo? Quem não tem?

Sentada em frente à televisão e curtindo as últimas transmissões no antigo formato, assim que estou. Agora, o clipe do Dee Lite – Groove Is In The Heart colore 55 polegadas na minha frente. E este é o momento que escolhi para externar a perda de uma professora, um ícone. Fim de um tempo, de um referencial. Não é exagero, é a despedida. Um tipo de gratidão e reflexão sobre o tanto de MTV que há em mim. O tanto de MTV que há aqui, ali, em qualquer lugar que eu vá. E se você não percebeu, até então, ainda há de notar. Notar que há.

Obrigada, MTV. E agradeço a todos que fizeram de você a menina dos olhos desta menina que acena, relutante: adeus, até breve. Pronta pra outra, mas se não é a mesma, que importa?

Fô..lego.

10 Jul

De vez em quando ele some, não? Cansa, eu sei que viver cansa. E não falo daquela vida estilo comercial de margarina, falo da vida corrida, preocupante, angustiante. Vida que cisma em resolver quase tudo por conta própria. Vida que não liga tanto assim para nossas vontades, apenas para o que é viável. Chicotear-nos, para esta senhora da qual falo, é passatempo.
Dói, eu sei que dói: você quer abraçar o mundo com as pernas enquanto este mesmo mundo não quer ser abraçado. Ou, em alguns casos, não pode sê-lo.  Problemas, soluções, borracha, página virada: é querer tudo ao mesmo tempo. E pouco importa se há tantos paradoxos. Mas é bom tentar, buscar, desejar. Você é homem. Homem quer tudo. Quer até o que não interessa.
Tirar uma expectativa da cabeça é fácil? Nunca. Mas força de vontade é combustível, não meio de transporte. O que realmente transporta você e o que almeja direto ao destino que melhor cabe é a ação. Novidade? Não deveria ser. Porém, atente: faça, construa, transforme e mantenha o que é bom. Máquinas são funcionais, não passionais. E ninguém quer a mecânica como cúmplice.
Quando você conserva positividades, agrega valores para si mesmo sem precisar obter isto através dos outros. Não busque em alguém o que provém de você. Ame, ame muito, tanto e mais. Amar e ser amado revigora, conforta, dá gosto, liberta. Só não acredite que amor é a solução para tudo. Não é. Nunca foi. E talvez este seja o maior presente que um bem-querer pode oferecer-te: independência.
Quando o outro permite que você viva e que viva para os dois, é sinal de que o amor faz jus àquilo que significa, não ao que se espera dele, popularmente e erroneamente falando. Esteja junto, perto ou longe. Saiba dedicar-se à alguém tanto quanto à si. Olhe, sem medo, para a verdade que existe entre um sentimento: aquela pessoa não quer uma base, ela quer uma mão, um abraço, um beijo, um alívio, algumas poucas e boas palavras que a deixarão mais leve e capaz de lidar com qualquer demônio. Nem pais deveriam ser considerados como base, se quer saber. Você nasceu para viver, para voar. Mas, se ainda não pode planar e alcançar o céu, bata as asas que já é um bom começo.

Até porque, lembra do fô…lego? Pois bem, ele é feito para impulsionar-te e alavancar-te rumo à independência. Sem fôlego você não bate asas, tampouco voa. Aprenda como é conviver consigo mesmo e assim serás mais feliz. Ou, pelo menos, mais amado.

Texto de 21/11/2011.

Steve (fucking) Jobs.

6 Out

Apesar de previsível, não deixa de impactar: Steve Jobs morreu. Vitória do câncer traiçoeiro e audacioso que ousou parar o cara mais proativo e visionário do nosso tempo. Tudo bem que ele venceu, mas o legado ficou e isso o maldito câncer não há de apagar. Não há mesmo.
Geek ou não, rocker ou não, poeta ou não, antiquado ou não, é certo que hoje você reconhece sem o menor esforço a revolução interativa e tecnológica que este americano calvo mobilizou ao tirar a Apple do limbo comercial e jogá-la no mais alto patamar empresarial. Não beira à classificação de milagre mas é, no mínimo, encantador revolucionar apenas usando o cérebro.
Ideias, ideais, ideologias: tudo num pacote só e cabendo na palma da sua mão. Tempos atrás isso seria cena de storyboard  para “The Jetsons”, aquele desenho que brincava com nosso futuro e apresentava uma realidade tecnológica que era feita de naves, esteiras, robôs e por aí vai. Hoje, graças ao Jobs, sentimos que uma pequena parcela daquela ficção divertida já faz parte das nossas vidas. A evolução nos sorri. De leve, mas sorri.

Esqueça a marca, pense na genialidade: design, praticidade, inovação. Vai me dizer que dentro de você não há certo orgulho por ter feito parte de um tempo em que foi possível acompanhar uma mente criativa, perspicaz e astuta, MUITO astuta? Duvido muito. Se a vida em si não permitiu que você fizesse parte dos mesmos anos em que gigantes intelectuais e geniais como Albert Einstein, Galileu Galilei, Pasteur e Darwin faziam a festa e enchiam o mundo de conhecimento e sabedoria, hoje essa mesma vida oferece para você a honra, eu disse honra por viver no mesmo tempo em que viveu Steve Jobs. Um cara como nós que, sem truques, milagres, feitiçarias, peripécias ou “circos”, conseguiu notoriedade usando como ferramenta algo que todos nós temos, mas usamos pouco: cérebro.

Muitas são as lições que podemos tirar por meio da história de Steve Jobs. Contudo, nenhuma delas é tão forte quanto a de que, em dados momentos, é necessário ousar para fazer valer o sangue que corre por nossas veias. Existir, apenas, é pouco. Arrisque, faça, construa, renove e, principalmente, dedique-se. Não importa se a dedicação é direcionada a algo ou alguém mas, de verdade, dedique-se. É só assim que nós percebemos o quanto somos capazes de contribuir efetivamente para que qualquer coisa importante seja um sucesso, seja intensa, seja eterna.
E não encare a situação como se “apenas mais um americano prepotente e podre de rico sucumbiu ao câncer” e vá além, tal qual o próprio Jobs. Reflita, pondere, pense, aja. Hoje é dia de resgatar aquela ideia que você considerava sem fundamento mas que, com dedicação, pode mudar seus rumos. Seja justo com você mesmo, encare os fatos como eles são: perdemos um gênio que, de tão humano, deixou para mais de seis bilhões de terráqueos a oportunidade de usufruir de uma tecnologia formidável, não fazendo questão de guardar nem um pouco sequer de tal genialidade para si.  Nem um pouco.

Sendo assim, esteja certo de que a evolução tecnológica deu as caras e ela atende por Steve Jobs que, em 05 de outubro de 2011, eternizou-se em meio a um universo cheio de estrelas… e vazio de gênios.

Não foi o destino, não foi o acaso: foi você!

1 Jul

Não sei de qual buraco saiu esse papo de que a nossa vida é regida por coisas desconhecidas. De que cada passo que dou pelas ruas é meticulosamente prescrito. Ou que as pessoas agregadas à minha vida nada mais são do que peças de um quebra-cabeça que ninguém sabe se existe mesmo. Não sei e nem quero saber, antes que você tente me responder. Tudo porque é de emputecer qualquer terráqueo tal atribuição sobrenatural. Esta coisa que se responsabiliza por cada ação ao longo da minha existência. MINHA existência. Entonei, propositalmente, para que você, querido leitor, já tenha vaga noção sobre o que preciso bradar aqui.
É triste: o dinheiro não cai do céu, você precisa da comunicação social para viver bem, ninguém pode comer, falar, andar, peidar, cagar, trepar por você. Sim, você! É disto que falo. Você é responsável por tudo que atribui à própria vida. Conheceu o Joãozinho? Foi você! Conseguiu comprar aquele carro do comercial? Foi você! Entendeu que o uso da vírgula não deve ser um vício? Foi você! Mandou aquele chefe insuportável pra puta que o pariu e vai viver numa colônia hippie na França? Foi você! Não foi coisa do  destino. Não foi obra do acaso. Experimenta, uma única vez, ficar parado, estático, sem fazer absolutamente nada para ver se vai acontecer alguma coisa. Ouse não mover um único músculo e veja a sua vida ruir em tédio, monotonia e fracasso. É uma receita simples que vai levar a sua persona bem rápido para o lugar que eu quero que você chegue: ao esclarecimento.
Tudo que nos faz puxar ar dos pulmões e seguir em frente só é possível a partir do momento em que nós, e não uma espécie de força cultural, movemos o traseiro do sofá e rumamos para a festa, para o show, para o trabalho, para a o inferno, para o céu, para a cozinha, para a VIDA. Não é culpa do destino ou do acaso as notas boas que você obteve. Aquilo foi resultado do seu empenho, da sua dedicação, da sua predisposição a resolver tudo por si só. É justo dar mérito ao destino o seu 10,0 imponente? Ou então, é justo dizer que “foi sorte” obter tal resultado? Claro que não. E, pior ainda é que este crédito dado aos tais elementos surgem antes, durante e depois da situação: enquanto você não pensa em estudar, alguém diz que “pode ser coisa do destino”. Quando você começa a pegar nos livros, outro camarada fala que “se for destino, você se dará bem”. E, quando seu boletim está mais azul que céu contrastado em Photoshop, você ouve que “tinha que passar porque era seu destino”… Ah, vá!
Não só é mais sensato como também mais compensador atribuir toda e qualquer positividade em sua vida a si mesmo. Você não é ponte, você é o caminho. E se você realmente quer fazer cada dia valer por acontecer, comece valorizando seus feitos sem precisar relacionar os mesmos a nada. Reconheça, sem medo, que é um desbravador em busca de novos lugares para ver, apreciar, cultivar, zelar. Olhe-se no espelho e veja o baita ser humano que é por permitir-se tirar o corpo da cama e ir à luta. Estagnar suas habilidades e se entregar a um sentimento que só vai fazer você “esperar coisas caírem do céu” me parece estupidez. É com o livre-arbítrio que você faz História, não com uma série de conhecimentos que sabe lá quem pode ter encontrado coerência neles.

Esqueça os termos destino e acaso.
Lembre-se de VOCÊ.

Como você vê?

27 Abr

Infelizmente, se tornou um martírio fazer com que as pessoas olhem umas para as outras, no sentido amplo da palavra. Não é só passar o olho, ou fixar o olhar apenas porque quer beijar uma boca. É olhar, mesmo. Para fundo da alma. Tentar achar nos olhos de outro aquilo que completaria você, de certa forma. É buscar algum tipo de conforto em um olhar, e entender que, é a partir dele que muita coisa se explica para quem sabe ver. Bonito, não? Mas, o mesmo se segue para o mundo em si. Falo de plantas, quadros, detalhes, roupas, animais… enfim,  tudo aquilo que nos rodeia. Hoje, por exemplo, você vê um filme e o mesmo te dá sono. Não há mais sentido em apreciar todo o quadro, a cena. Você esquece da imagem, foca no enredo e, num piscar de olhos, aquele filme que poderia ter sido o melhor da sua vida, é aquele que te fez pensar em carneirinhos.
Amigos, não façamos alarde com algo tão prático. Tudo depende da sua predisposição a mudar. Mudar o quê? O olhar, oras! Saiba apreciar tudo aquilo que seus olhos conseguem capturar. Diga-me: quantas pessoas você já olhou fundo nos olhos? E, diga-me também quantas pessoas conseguiram olhar fundo nos seus olhos, ao ponto de fazer com que você não esquecesse de tal gesto? Se você falar em “muitas”, estará mentindo. Hoje, tudo se resume à pressa para a sociedade e, olhar para alguém do jeito que eu digo, toma tempo: até parece que alguém vai deixar de assistir aquele futebol ou aquele programa de fofoca para ficar olhando para o outro. Pensamento errado, eu sei. Mas, é o que você faz todos os dias.
Eu confesso que não faço isso como deveria mas, não por não querer. Quem usa óculos, sabe do que falo. Para míopes e afins, não é fácil mirar o olhar quando se tem uma espécie de para-brisas sob o rosto. Não é a mesma coisa. Você até tenta mas, é complicado. Com ou sem lente anti-reflexo e tantas outras que o mercado oferece, o seu olhar não é límpido, puro. Mas, com certeza se não usasse este trambolho do qual falo, não pensaria duas vezes em aprofundar mais o campo de visão porque, um dia, tudo vai embora.  A visão fica turva, o corpo não aprecia mais nada e o que resta são as memórias. Se você não olhou para tudo como deveria, vai lembrar de quê? Vai lembrar como? É válido recordar de tudo tal qual a vida fosse um flash?
Então, o conselho implícito neste post é: OLHE. Dedique aquele tempo que você tira para fazer qualquer porcaria a olhar melhor tudo que faz parte da sua vida, desde as rugas da sua mãe até as rachaduras na sua parede. Desde as rodas do carro do vizinho até as unhas roídas da sua irmã. Já pensaram em quanta coisa poderia ser diferente caso nos dedicássemos melhor ao prazer que é observar, ver e mirar tudo que nos cerca? Seja um observador, um verdadeiro apreciador do mundo. Não esteja de passagem e faça dos seus olhos, o seu souvenir ao longo da vida.

Se não enxergamos hoje, o que sabemos amanhã?

Para eles

13 Mar

Antes mesmo da mídia focar para o problema nesse carnaval, eu já tinha decidido que o o próximo post seria sobre o “mijódromo” que o Brasil se tornou.  Mas, a coisa vai tomar um rumo diferente da pretendida anteriormente. Comecemos os trabalhos!

Amigos, meus queridos amigos que fazem as vidas de nós, mulheres, essa incrível brincadeira de “gato e rato” que dá gosto, por mais que digam o contrário: parem, PAREM com isso! Homem, se desapegue da ideia de que ter um órgão sexual mais propenso ao espaço é razão para você aliviar suas pressões urinárias! Motivos não faltam, como todo mundo já sabe, mas creio que é preciso fazer uma simples “análise de caso”, a fim de deixar tudo mais explicado do que manual de instruções com tradução em português. Observe:

Vontade: o líquido precisa sair e você “caça” um muro. ERRADO.
Vontade: o líquido precisa sair e você “caça” um banheiro. CERTO.

Bom, sei que muitos vão dizer que “não dá para controlar” ou algo do tipo, o que não deixa de ser verídico. Mas, não é necessariamente a temática principal quando a vontade de urinar pinta. Esse “sufoco” não acontece sempre, a todo tempo. É possível controlar a situação até que um banheiro seja avistado. Mas, já sei, vai dizer que não é. Que estou falando por alto e preciso lidar com a realidade. Certo?  Certo. Vamos por partes, usando exemplos para que você entenda por qual razão é viável guardar seu pinto:

Primeiro exemplo- Quando você está apaixonado e sabe que aquela loira por quem seu coração bate é muito bem casada, mãe de cinco filhos saudáveis e nunca sequer daria um bom dia para sua pessoa na rua, o que você faz? Sai correndo, a agarra pelos pés e declara amor eterno porque não suporta mais sofrer tanto? Não, você se controla e não faz isso.

Segundo exemplo- Seu chefe pede para você montar 453 planilhas iguais, sem o uso do control C+ control V, porque assim você não aprenderá o que é preciso e para o dia seguinte, e exige que tudo fique pronto para o dia seguinte. Qual é a sua reação? Manda o chefe para o quinto dos infernos, fica sem o emprego pelo qual você ganha uma boa remuneração e assim sente-se livre de tal suplício? Não, você se controla e não faz isso.

Terceiro exemplo- Você é um cara que curte tanto a vida, que mal dorme para aproveitar cada segundo, mas vai ao médico e o dito cujo descobre que você não pode colocar um mísero cigarro na boca, mesmo que esse seja um dos maiores prazeres de sua vida. Como seria? Você abriria mão dos seus dias pelos cigarros e terminaria o ciclo num buraco onde você não vai poder dar uma tragada sequer? Não, você se controla e não faz isso.

Exemplos dados, vamos juntar as peças: se você, ser do sexo masculino, consegue se controlar em situações como essas, por qual razão é um verdadeiro calvário controlar o aperto urinário e procurar um banheiro no lugar de um poste? Porque banheiros são pagos? Pague, oras! Mulheres, em sua grande maioria, não abaixam as calças e urinam por aí, já que prezam pela higiene e consideram justo pagar para que necessidades sejam feitas em seu devido lugar.
Porque não há banheiros públicos suficientes? Sim, concordo com esse ponto e até pensando nisso que citei no começo que o post tomaria um rumo um tanto quanto diferente já que, apesar de ter apreciado essa campanha no carnaval contra fazer xixi na rua,  achei que ela perdeu força por não haver banheiros públicos compatíveis à quantidade de foliões no carnaval. E, se não há banheiros disponíveis, infelizmente as coisas vão rumar para o tal “mijódromo” mesmo.

Sabemos que a culpa da ausência de banheiros fica a cargo das autoridades, mas também de nós, cidadãos. Por quê? Porque o brasileiro tomou como hábito depredar tudo aquilo que o Governo nos proporciona, seja por vandalismo, tentativa de protesto ou apenas por achar que isso prejudica o próprio Governo. Claro que nenhuma das justificativas fazem sentido, mas o brasileiro também possui uma dificuldade ferrenha para raciocinar, o que faz de um problema de extrema importância, um esquema de “toma lá, dá cá” : a população não cuida do que é seu, enquanto o governo não dá nada para cuidarmos.
Porém, mesmo que a quantidade de banheiros públicos ainda seja um agravante em nossas cidades, isso não justifica tanta porcaria traduzida em necessidade.  Não justifica o cara se recusar a gastar moedas que ele deixa a mulher e os filhos catarem e optar pelo concreto que ronda uma escola municipal ou a residência da Dona Maria, que não possui um puto para pintar nem metade do seu muro. Não justifica o camarada sentir-se o verdadeiro varão quando, na verdade, banca um completo imbecil que só pensa no seu próprio pinto, digo,  no seu próprio umbigo.

Enfim, por se tornar um costume, sei que homem nenhum vai abolir isso do seu cotidiano de uma hora para outra, mas são extremamente válidos a tentativa, o alerta e o pedido encarecido que esse texto acarreta, ainda mais quando eu fui além de um trocadilho engraçado, mas ofensivo, que compara o homem- peça fundamental para que montemos esse quebra cabeça que é viver-com um cachorro.

Palavra de ordem: CONTROLE.
Nossas delicadas narinas e o país que compartilhamos juntos agradecem.

Para elas

18 Fev

Adoro esse cheiro de blog novo! Bom, vamos ao que interessa. Mas, antes, alguns esclarecimentos:
- Aqui não entra a tag “Vida da Marcele”.
-Apesar do primeiro tópico ser importante e ter força, ele pode mudar.
- Pretendo postar regularmente, se a vida de publicitária, assessora, fotógrafa e escritora colaborar.
- Sou ácida, e isso já diz muita coisa.

Estamos entendidos? So, here I go …

O primeiro assunto do blog é mais do que justo, já que isso tem palpitado forte em cada canto por onde passo: maquiagem. Digo de antemão para tirar o seu cavalo da chuva caso pense que será um post com dicas de uma pessoa antenada com tendências e novidades no mundo colorido do make-up, apesar de apreciar a arte do retoque feminino. O que tenho para falar serve mais aos homens do que a nós, mocinhas coradas, e sei que vou merecer muitas rodadas de cerveja por dar tal alerta quanto a isso. Afinal de contas, que homem gosta de ter em sua boca aquele gosto químico de tutti-frutti, proveniente daquele brilho labial que sua namorada fez questão de usar e inundar os lábios. Ou então, me digam que cara não perde cerca de 50% do interesse numa gata que está com a fisionomia inspirada no Palhaço Bozo?
Exato, o assunto é excesso de maquiagem e para quem fazemos isso se os homens não apreciam a coisa tanto assim. Questionamento fácil? Difícil? Para quem é nulher, é simples e normal admitir que toda produção não é para os caras, para os maridos, para os namorados e amantes, mas sim para as mulheres, em favor da maldita competição dentro dos sexos. Não, a competição entre os sexos já acabou há tempos. Agora o advérbio deu lugar à preposição, amigos.
E, uma mulher sincera com suas próprias pretensões sabe que isso faz total sentido. Hoje, a mulher gasta rios de dinheiro com Mac’s da vida por simplesmente não querer passar ao mundo- leia-se “mulheres”- a imagem de desleixada, acabada e, principalmente, apagada. Nós nos iluminamos com medo de que a vizinha ou a mellhor amiga do seu namorado olhe pra você e lembre de um Orc. O medo do julgamento feminino rói nossos ossos a todo momento. Quanto mais blush, mais bronzeada (artificialmente) você está. Quanto mais rímel, mais cílios incríveis você exibe. Quantos mais gloss, mais impressão de boca by Angelina Jolie você passa. E os homens? O que tem a ver com isso? Nada, absolutamente nada.
Um homem, quando é homem no sentido amplo da palavra, não fica nada satisfeito em precisar desfazer um verdadeiro reboco no rosto de suas amadas para conseguir encontrá-las. Ou então, não vão nos largar se comprarmos uma maquiagem barata, porque as importadas estão um absurdo de caras e ainda precisamos economizar para o cabelo.  No final das contas, enquanto nós brigamos entre si, os homens duelam com nossas frasqueiras.
Eles prezam pelo encanto, não pelo bizarro. Não sejamos bizarras porque precisamos ganhar um raio de competição, onde a disputa é para superarmos outras mulheres. O seu amado não vai reparar que você usou um curvex quando estiverem naquela pousada em Búzios ou no cinema assistindo o filme do momento. O cara quer seus olhos, sua boca, seu ser, não uma reforma de cozinha.
Aparência é importante? Sim, é. Homem gosta de mulheres atraentes e que se cuidam? Sim, gostam. Porém, eu estou “puxando a orelha” dos exageros, dos excessos. Uma mulher que sabe usar um blush, um pó compacto e um rímel a seu favor, vai precisar de muito pouco para conquistar alguém e fazer tal conquista durar.  Bom-senso é a palavra de ordem, e lenços de papel e/ou removedores de maquiagem são a sua próxima compra, amiga que anda pelas ruas tal qual Elke Maravilha.

Pense nisso, e não me agradeça depois.
Serei recompensada com rodadas de Stella Artois.

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